quarta-feira, 16 de maio de 2012

ALVA


Ao leste Clau
Na alvorada mais simples e sublime,
Clareando os rebanhos de nuvens,
O azul do céu e de meus olhos...
Alumiando solo, sal e dia.

FRANS

quarta-feira, 2 de maio de 2012

AMEAÇA INFLUENTE


Demorei muito para escrever sobre esse assunto. Talvez por uma sensação de geleia de jiló, sei lá. Mas realmente o fato de dedicar alguns poucos minutos a escrever sobre isso já me faz um, digamos, herói didático-moderno. Pois bem, vamos ao assunto.
PLIM: Professores. E minha onomatopeia não está no começo deste parágrafo por adorno. Pode, por exemplo, criar o efeito de luz, como na Grécia Antiga, em que os que ensinavam eram tidos como mestres e os que aprendiam “sem luz”. Ou talvez seja uma colherada na taça dos filósofos que ensinavam enquadrados no modelo escolástico, típico da época das espadas e armaduras. Ou, ainda, seja o brilho nos olhos de pessoas de grandes mentes e afetos como, por exemplo: Paulo Freire (o nome fala por si só).
Mas, como gosto de siglas (e sou dado à invenção pouco séria das mesmas), eu a utilizarei como tal (sigla) para denominar a espécie de docentes habitantes das cavernas escolares. PLIM: Professores Loucos Insanos e Maldosos. Assustadora é essa forma de vida de réguas e giz na mão, que vem assolando a nossa humanidade ultrapopularesca brasileira.
Os PLIM’s são resultado de experiências desastrosas de políticas públicas de ensino. São terríveis em seu oficio. Os representantes do mau da galáxia brasiliense têm total confiança nessa espécie anômala de ser pensante.
Entre os profissionais da educação de alguma relevância, de alguma, realmente alguma, dignidade, os PLIMS’s têm se infiltrado. Salas de professores viraram verdadeiras salas 101. as lavagens cerebrais são cada vez mais constantes e controladas por essa espécie animal.
E sobre os alunos o veneno é cada vez mais lançado. Coisas como zeros atômicos, gritos nucleares, apagadoradas e coices superpotentes e outras formas de tortura. Conteúdo? Esse é usado como um funil na boca de um homem em congestão. Comédias! Comédias! Comédias!
Pois bem, existe um recurso importante para evitar a propagação dessa praga maldita: a inteligência. Se cada um dos afetados por esses seres souberem usar suas mentes no sentido de se protegerem contra tais seres, na verdade, estarão exterminando um, talvez dois.
Vamos Super-Herois, vamos à luta pedagógica/nuclear.
JPFM

quarta-feira, 11 de abril de 2012

BENVENISTEANDO (João Paulo F. Magalhães)


A minha tese sobre o homem é...
Existe um tu sem um eu?
Redes sociais sem traços do tu?
Que, apesar de, muitas vezes ele...
Diálogo sem outrem?
A minha opinião é a única que me vale!
Amor sem a palavra amor?
Querer viver sozinho,
Fala sem coenunciador?
Andar sem se expor?
Estabelecer-se como indivíduo pleno e singular...
Se quer me aceitar, tem de ser do meu jeito!
Texto sem leitor?
Poetas com clareza e sem conotatividade?
Ou pelo menos tentar fazer isso,
Ideias sem divulgação?
Casa sem casamento?!
Não mudo por causa de ninguém.
No final da historia vai perceber que...
Aliança?
Existem orquestras só de um violino?
Filhos?!
Nem sozinho ele está só.
Sou sincero, você sabe.
E espetáculos sem a plateia?
Só eu?
Oração sem um deus?
Só você?
Oratória sem um auditório?
Deus sem amor?
São seus amigos.
Existe um eu junto com um tu?
Sonhos de um só?
Sonhei hoje com um lar!
Meu lar!
Existe nós?

UMA GOTA (João Paulo Feliciano Magalhães)


As certezas do sapiens
... que caiu do céu
São veladas pela sua arte
Que voou do oceano
Que de tanta arte
Que molhou por engano
Que de tanta arte
Que verdeou o ramo
Que de tanta arte
Que medicou o enfermo
Que de tanta arte
Que suavizou o inferno
Que de tanta arte
Que temperou meu gateau
Que de tanta arte
Que fugiu em mim
Virou ciência
E voltou para mim.

Metamorfose
Metalinguagem
Fotossíntese
Fluorescente.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

CÉU João Paulo Feliciano Magalhães




As paixões que vem dos sóis de casa azul,
Que passam pelas mágicas lentes de sua luneta
E que voam rasantes feito águia entre as moléculas sonoras
Alumiam seus olhos cor de alma
e incendeiam os meus de cor de noite.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

ASTRO (João Paulo F. Magalhães)


Para os momentos de mais pura alegria azul,
de carinhos do Deus Mar,
tenho você.

domingo, 19 de junho de 2011

SUSTENIDO João Paulo F. Magalhães


Sou o que sou...
Sou um sopro na orelha do ser cosmopolita...
Ou a brisa de vida
Cintilante com cobre.
Nobre é a serpente
Na coroa da mente que cura...
E curva o mal em resignação.

Sou a manhã triste...
Depois de baladas ultratecnoformes,
Mas que faz pensar
Nos belos sorrisos
Não falaciosos
Do ser amado.

Sou mais um na estação...
Só não sou mais um olhar,
Pois todos os olhares de plataformas... trens... espaços... galáxias...
Exalam solidão triste.

Sou a imagem insistente...
Daquilo que nunca imaginou ver... ler... entender...
Das esfinges de nossos tempos...
Das corcovas cerebrais...
Dos submundos das periferias energéticas...
Dos perfumes abstratos...
Das carinhas de bebês...
Mãos, sapatos, blusas, cabelos, ideias, sentimentos... seres.

Estou em tudo isso,
Mas sou o que sou.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Psiu!!!


Silêncio! Uma joia abduzida pela mão desinteligente do progresso.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

TEOMOVIMENTOS



João Paulo F. Magalhães
Às vezes me surge uma ideia na cabeça acerca desse negócio de fé.
Minha mãe, sabiamente, costuma dizer que, fé é algo, digamos, pessoal, assim como a cor dos olhos, o formato do rosto, a cor dos cabelos etc. Ou, ainda, é uma manifestação interior que pode ou não ser ritualizada.
Mas, às vezes, nesse questionamento, deveras, persistente, surge-me o seguinte: para se ter fé, é necessário perder sua consciência? Para valorizar suas crenças, até que ponto a ritualização disso é importante?
Creio que uma das razões para que fique com essas ideias é a de conviver, como diria Antônio Cândido ou Massaud Moisés, com tipos, pessoas de personas religiosas, crentes ou qualquer outra denominação que se queira dar. Afinal de contas, trata-se de uma espécie bastante comum na nossa sociedade homocibernética.
Pois bem, tenho notado o comportamento de certa pessoa, alguém que conheço de outrora, que não me surpreende em absolutamente nada – por ser capaz de todos os atos psicóticos que qualquer catálogo freudiano possa conter. A criatura, depois de um repouso nas trevas nebulosas, ressurge, com um elenco de diminutivos – inclusive com meu nome. Aí me sai com a história de santidade é tudo, ou clichês como: Deus é fiel (poderia ser palmeirense) e outras coisinhas mais.
O caso é que tal pessoa me chama a atenção justamente por sua falta de lucidez, de um percurso regular de vida ou coisa parecida. É bem verdade que, segundo alguns teólogos que passaram pelos meus ouvidos e olhos, o homem se aproxima da fé pelo sofrimento. Ousaria afirmar que: O HOMEM SE APROXIMA DA FÉ PELA LOUCURA.
Talvez seja pequeno demais para tal compreensão, mas fica aí apenas uma proposição do que penso.
Aliás, para se ter fé, precisa-se pensar?

terça-feira, 10 de maio de 2011

RAINHA




Saudade é um quadro em que estou em cena.
Quando vejo seu olhar de ébano...
Sentinela, minha imagem caminha junto a sua.
Sou um rio que seus pés ferem...
Suave é meu olhar de fora dela...
Sou um urso e admirar seu brilho boreal...
Brilhante é a brisa verde da imagem sua.
Ou a folha em que toca na flor...
Sincera é sua voz de clave em fá...
Sou meio louco, de tons barítonos...
Em pianíssimo e moderatto sussurra ela.

E, de repente, saio dessa cena
Você é a bela ametista...
Pra contemplar ao que me destino.
Que brilha na bela mina de sibilância...
Mas, ao mesmo tempo me sinto nela...
Que me prende o olhar no seu brilho preciso...
E pra ela volto no mesmo caminho.

Saudade, dos sentimentos, é o mais azul...
Jamais me repito com palavras de cinco segundos...
É o caminho pra seu brilho de sóis...
Mas repito seu nome por cinco mil anos...
É um minueto pra seus sons em sol...
E são seus braços me dizendo “sós”...
Rainha!