sábado, 29 de novembro de 2008

DO "GREGO" AO CAIS, DO SOMBRIO AO RESPLANDECENTE (João Paulo Feliciano Magalhães)


Desfaço-me da persona protetora

p’ra encarar os meus caminhos tão confusos

e alcançar os meus destinos ouro infuso.

mão de anis, azul de acordes que entoa...

 

Livro-me também das máscaras de poeta amargo,

quebro a métrica,

com um suspiro

sis... is... is... is...

de minha semi-acústica,

que ecoa... ecoa os tais acordes azuis-anil...

dos quebrantos

filosóficos de “San Tiago” )de custela)

falaciosos,

sórdidos

sombrios...

 

Corro a ti...

mão azul...

                     [e verde

e de coloridos renovados

alquimia em ebulição.

 

Livro-me não apenas de personas...

Livro-me da sibilância dos tais sopros

infernais da “Zona da Mata”...

porque abriste os olhos...

que eclisaram com os meus...

                       [luz dos “amigos”...

 

O meu barco que navegou num rio de cipós,

Desceu penhascos que de tão grandes quase tocam.

O céu azul de meus sonhos evoreais

e recendeu sob o lindo azul do mar...

 

Onde o levará o imenso mar?...

Não importa!

O importante é que chegou!

 

Hoje os lábios disseram tudo!!!

domingo, 16 de novembro de 2008

DEUSANICAMENTE VERDE (João Paulo Feliciano Magalhães)


Livro-me dos verdes e azuis sombrios

e corro para

só o verde de teu portal mental,

absinto ocular.

ATENA





Filha de Zeus e uma das doze deidades olímpicas. Foi a deusa virgem da guerra e da sabedoria, assim como patroa das artes e dos ofícios.
Atena era filha de Zeus e de sua primeira mulher, Métis, a deusa da Prudência. Segundo a tradição, quando Métis estava grávida, Zeus a engoliu, por temer que seu filho viesse a destroná-lo, como um dia ele próprio fizera com o seu pai, Cronos. Segundo outra versão do mito, Zeus cobiçava os conhecimentos de Métis, cujo nome significa "conselho". O amoroso Zeus perseguiu a reticente Métis, a qual pretendia conservar sua virgindade. Quando esta se disfarçou de mosca, o deus a devorou. Conseqüentemente, Métis deu a luz a Atena no centro da inteligência de Zeus: a sua cabeça. Mais tarde, já numa passagem para a qual ambas as lendas convergem, Zeus, atormentado por uma dor de cabeça, pediu a Hefesto, um filho seu, que lhe abrisse o crânio com uma machadada. De sua cabeça saiu Atena, já adulta, armada e coberta com o elmo do Saber.
Atena era principalmente a deusa das cidades gregas, da indústria e das artes, e mais tarde, tornou-se a deusa da sabedoria. Era também deusa da guerra. Desfrutava da valentia, da coragem e da ousadia no campo de batalha, mas não tinha tempo para matanças sem sentido, como o deus da guerra Ares. Para Hefesto, o deus ferreiro adorado em Atenas, a deusa representava uma rival atraente e, em várias ocasiões, tentou torna-la sua amante.
Certa vez, em meio de uma intensa batalha entre ambos, o sêmem de Hefesto caiu ao solo, onde se converteu no rei serpente Eructam. Talvez porque foi o mais próximo que esteve de ter um filho que Atena se interessou pelo bem-estar da criança. Confiou-o às filhas de Cécrope, um rei primitivo que, pelo que se dizia, tinha sido uma serpente, pedindo às mesmas que não olhassem para o interior da canastra onde se encontrava Eructam. Mas a curiosidade foi mais forte e as princesas enlouqueceram ao ver a criança-serpente. A deusa, então, levou Eructam ao seu tempo da Acrópolis e o criou até que o nomearam rei dos atenienses. Agradecido, Eructam fomentou o culto a Atena como deusa da cidade.
Atena foi forte defensora dos gregos na Guerra de Tróia. Depois da queda de Tróia, entretanto, os gregos não conseguiram respeitar a santidade de um templo de Atena em que a profetisa Cassandra procurou abrigo. Como castigo, tempestades enviadas pelo deus do mar, Possêidon, a pedido de Atena, destruiu a maioria dos navios gregos que retornavam de Tróia. Atena era também uma patrona das artes agrícolas e do artesanato feminino, especialmente a arte de tecer e fiar. Entre seus presentes ao homem estavam a invenção do arado, a arte de domesticar animais, construção de navios e a confecção de sapatos. Ela freqüentemente era associada com pássaros, especialmente a coruja, ave a que os gregos relacionavam força e sabedoria. Foi identificada com a romana Minerva. (http://www.facom.ufba.br/com112_2000_1/mitos/atena.htm)

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

LIRA (João Paulo Feliciano Magalhães)


Brilha!
E com teu brilho de cores... e bocas... e flores....
Floresce... e cresce... e cresce...
Criatura cujo ofício é o zelo,
Zela das almas
[e dos amigos
Que se amam... e se miram...
Miram-te e contemplam-te
E se envolve em tuas asas.

Voa no mais alto dos firmamentos
-- O da alma!
-- Anjo!...

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Tupanatinga





Há lugares que nos atraem como olhos femininos. Tupanatinga é assim.

sábado, 8 de novembro de 2008

CAMINHADA DA RESPLANDECÊNCIA (João Paulo Feliciano Magalhães)


Abra tua mão...

De caminho cafuneais...

E segura minha mão...

De cruzes e saraus...

Que conhece como guiar...

Teu corpo no jardim de junho.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

CRONOS


A figura enigmática de Cronos representou, na mitologia, um claro exemplo dos conflitos religiosos e culturais surgidos entre os gregos e os povos que habitavam a península helênica antes de sua chegada.

Cronos era um deus da mitologia pré-helênica ao qual se atribuíam funções relacionadas com a agricultura. Mais tarde, os gregos o incluíram em sua Cosmogonia, mas lhe conferiram um caráter sinistro e negativo.

Na mitologia grega, Cronos era filho de Urano (o céu) e de Gaia ou Gê (a terra). Incitado pela mãe e ajudado pelos irmãos, os Titãs, castrou o pai - o que separou o céu da terra - e tornou-se o primeiro rei dos deuses.

Seu reinado, porém, era ameaçado por uma profecia segundo a qual um de seus filhos o destronaria. Para que não se cumprisse esse vaticínio, Cronos devorava todos os filhos que lhe dava sua mulher, Réia, até que esta conseguiu salvar Zeus.

Este, quando cresceu, arrebatou o trono do pai, conseguiu que ele vomitasse os outros filhos, ainda vivos, e o expulsou do Olimpo, banindo-o para o Tártaro, lugar de tormento.

Segundo a tradição clássica, Cronos simbolizava o tempo e por isso Zeus, ao derrotá-lo, conferira a imortalidade aos deuses. Era representado como um ancião empunhando uma foice e freqüentemente aparecia associado a divindades estrangeiras propensas a sacrifícios humanos.

Os romanos assimilaram Cronos a Saturno e dizia-se que, ao fugir do Olimpo, ele levara a agricultura para Roma, com o que recuperava suas primitivas funções agrícolas. Em sua homenagem, celebravam-se as saturnálias, festas rituais relacionadas com a colheita.

Fonte: www.nomismatike.hpg.ig.com.br

CRONOS

Cronos é um Deus grego, que corresponde ao Deus romano Saturno. Ele é representado como velho homem de cabelos brancos e barba longa.

Cronos é filho de Urano (o mais antigo de todos os deuses) e pai de Zeus , Deméter , Hades , Héstia , Poseidon e Hera. Era associado ao tempo pelos gregos. Cronos representa a passagem dos deuses antigos (ciclopes e titãs) para os deuses Olímpicos (assim chamados por serem aqueles que habitavam o monte Olimpo), liderados por seu filho Zeus.

O mito diz que a esposa de Urano era Gaia (deusa da Terra) e que cada vez que Gaia tinha um filho, Urano o devolvia ao ventre de Gaia. Cansada disto, Gaia tramou com seu filho Cronos. Ela fez de seu próprio seio uma pedra em forma de lâmina e a deu para Cronos. Cronos esperou que Urano, seu pai, dormisse e o castrou. Atirou a genitália de Urano no mar, de onde brotou Afrodite, a deusa do amor.

Após isto, Cronos reinou entre os deuses, mas uma profecia dizia que ele seria enfim vencido por um filho. Assim, ele passou a devorar seus próprios filhos. Até que a profecia se cumpriu e Zeus o destronou auxiliado por Prometeu.

Fonte: pt.wikipedia.org

CRONOS

A vasta série de mitos gregos continua através dos séculos ainda a fascinar artistas, estudiosos e ocultistas.

A cada século que se passa, mais e mais encantamento vem a trazer ao homem. Infelizmente muito se perdeu sobre o culto e origens do mito.

Quando a maravilhosa civilização grega se calou, apesar de que sua complexa religião tenha sido absorvida pelos romanos, a realidade transcendente dos deuses estava sendo apagada. Não quero dizer que os romanos não tenham dado uma contribuição a religião profunda que foi a grega. Eles a enriqueceram e diversificaram com seus próprios mitos. Hoje tudo o que seja da antiga religião é taxado de forma errônea e preconceituosa como paganismo. Como se a religião grega fosse originada de alguma forma de visão satanista do mundo. Esse é um terrível engano.

A beleza extraordinária da cultura grega influencia a todas as religiões ocidentais. A complexidade que essa religião teve, ainda quando o povo romano não passava de um povo bárbaro, demonstra o contato com a verdade do universo a um nível que poucos tiveram na nossa era moderna.

Muitos consideram a mitologia grega como fruto de um povo antigo, ignorante e afundado em superstições infantis. Esse é um profundo erro. A mitologia é de um alcance assustador.

O mito da criação do mundo, tanto na tradição mais corrente, como entre os Órficos, demonstra uma concatenação extremamente lógica da origem da vida e do universo.

A compreensão de cada mito grego tem uma conotação extremamente iniciática. De sondar o interno do ser e o contato com o EU. Cada mito seria um arquétipo segundo Jung. Mas essa é uma visão muito simplista do ser humano e de sua composição astral e real. Todo homem e toda mulher são uma estrela.

Assim sendo, em nossa origem divina, estipular o ser e suas manifestações como sendo apenas imagens é muito pouco. Essas imagens ancestrais na verdade são profundas e não antigas, não pertencendo a um inconsciente coletivo. É muito mais do que isso.

Quanto a astrologia ocidental ? Ela trabalha com os planetas os quais tem nomes de deuses gregos. Exatamente. Mas qual seria a relação desses planetas com a mitologia ? O significado seria o mesmo ? Na minha opinião, o significado astrológico de cada astro pode ter moldado o mito. O mito é muito mais que simplesmente uma invenção tola, ele reflete uma verdade cósmica muito mais complexa. Pelo princípio hermético do "aquilo que está embaixo é igual ao que está em cima e o que está em cima é igual ao que está embaixo", temos um Marte, uma Vênus, dois Mercurios, um Júpiter, um Saturno e muitos outros, realmente dentro de nós. Assim como temos uma Árvore da Vida, temos um Metatron, um Ratziel, Tzaphkiel, Khamael, Rafael, Haniel, Miguel, Gabriel, Sandaephon e outras infinidades de entidades vivendo dentro de nós, no microcosmo.

Em um ritual simples, evocamos Rafael, Gabriel, Miguel e Auriel. Esses arcanjos são os interiores e não os reais do mundo angélico. Eles estão ligados com o mundo angélico real e externo, mas vivem independentemente em nós mesmos. Temos um Odin, um Zeus, um Hórus (principalmente Hórus) lá dentro. Temos demônios também. Existem os seres que criamos, tanto angelicais como demoníacos. E eles vivem lá dentro. E podem se projetar para fora, como formas-pensamento. É esse que eu entendo como o conceito do inconsciente coletivo. Algo muito mais complexo do simples figuras e arquétipos.

O termo arquétipo q Jung empregou, é insuficiente para demonstrar todos os elementos das figuras interiores. Os "arquétipos" estão vivos e falam, incomodam, levam a loucura, são confundidos com espíritos e mestres. E para vence-los, ou gastamos 30 anos de analise ou "o tranco" das viagens interiores e magia (visualização). Desta forma, ficaria claro que os deuses da mitologia grega existem realmente ? E que existem vivos tanto dentro de nós como no macro-cosmo exterior ? Podemos chamá-los de egregora. Mas uma egregora é muito pequena para conter as forças que eles detém. Uma das coisas mais incríveis e interessantes é que os mitos e deuses se repetem em diferentes culturas com as mesmas atribuições e formas. Com a mesma ingerência sobre o espírito humano e suas manifestações. O machado de dois gumes de Xangô, o mesmo de Zeus e o martelo de Thor dizem muita coisa. Ainda mais se conhecermos a personalidade dessas entidades e vermos tem as mesmas características.

Até os mitos hebraicos como Adão, Eva, Lilith, Samael e Shekhina. Como poderia Lilith, a primeira mulher que mais tarde se torna a esposa de Samael, assassina de crianças, mãe de todos os Incubus e Sucubus ser mais tarde a mulher do Rei (D-us), que dispensou sua esposa Shekhina ? Oxalá, o orixá da luz, aquele que seria o criador dos homens foi embebedado por Exu.

Muitos mitos parecem estar além de nossa compreensão, mas representam forças e formas que existem dentro de nós mesmos. Aceitar o mito é um processo demorado e difícil. Compreender como nos relacionamos com ele é algo como penetrar no vazio ilimitado da alma universal.

A conclusão: a palavra mitologia é adequada para podermos compreender o que seria esse processo ? Seria realmente mitologia do que estou falando ?

Achemos o fogo divino que arde no profundo de nossas almas ! O fogo do conhecimento, o fogo dos Titãs !

Fonte: pegue.com

http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/mitologia/cronos.php

domingo, 2 de novembro de 2008

BRILHO PRECISO (João Paulo Felciano Magalhães)


Não preciso de nomes

Verdes e azuis

Se a minha ametista ocular

Encontra com

Sua esmeralda que me lê por inteiro!...

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

ESMERALDA (João Paulo Feliciano Magalhães)


No absinto de teus olhos tão brilhantes,

Embriagaram estes meus olhos de infante!

 

Teus olhos claros

com tal encanto me escolhem

entre os mortais

que vivem em mundos de ninguém,

pois só teus olhos

levam minh’alma muito além

do azul dos montes

em que meus olhos se encolhem.

 

No absinto de teus olhos tão brilhantes,

Embriagaram estes meus olhos num instante!

 

Mas os teus olhos,

só engendram sã pureza,

em minha mente,

amor em raios tão azuis.

e com seu verde,

sorriso e alma só de luz

capturou

minh’alma em rios de certezas.

 

No absinto de teus olhos tão brilhantes,

Embriagaram estes meus olhos diamante!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Eclipse das águas


A alegria 
das águas de um rio 
não é comparável 
à felicidade do imenso mar.