
Hoje eu bebi vinho vermelho,
Minhas mãos ruborizam-se de cólera,
Meus olhos focam no objeto
-- que de ser passou a objeto
Fitando-o como um chacal.
Se o tal objeto cruzar o caminho de minhas placas impressas...
Deleto-o com dedo de mármore.
A multiplicidade dos olhares no contexto do mundo do chip... O brilho e o escuro dos bytes neurológicos... Ortodoxos e paradoxos em notas certas e vibrantes... Viva à loucura dos acordes dissonantes e à magia dos consonantes!!!



João Paulo Feliciano Magalhães
Enveredando-me pelos abismos abastados das florestas negras,
Galopei por negras horas nos caminhos trevais das corcovas do célebre cérebro,
E com seguras rédeas de correntes de titãs,
Aproximei-me do mais absurdo e fascinante
Vazio
Que se enche dos elétrons movimentados pela língua radiante
Do tempo!
E com a espada de minhas idéias,
Desafio Cronos a me devorar com sua boca dinossáurica e nostálgica...
E a me lamber com sua gosma vermenêutica...
Pois só a psicodelia de meus trajes antibestônicos
Protegem minha alma-ametista da violência dos odores
Carneficistas.


