quinta-feira, 11 de abril de 2013

ÚLTIMA CRÔNICA João Paulo Feliciano Magalhães


São Papré-ethos.  Acho que nunca a tive em sua plenitude. Seguros de si são psicopatas muitas vezes. Noutras são políticos, advogados... e noutras... professores de matemática... e de gramática. Antes, todavia, é interessante que esclareça os termos escolhidos para esse texto: Última crônica. Crônica porque quero chamá-la assim. Talvez por influência da efemeridade e imortalidade dos textos de Drummond, Ponte Preta, Sabino e Cury. Quem sabe pela pressa em escrever do jornalismo e das ciberrelações atuais. Ou pelos 3h15 das canções bregassantânicas atuais... quem sabe?! Última porque é última mesmo. A palavra se resume a si em sua simples semântica. Eu nunca dato meus textos. Talvez o ano, mas, normalmente, pelo que aprendi estudando linguística é que o próprio léxico de quem lê misturado ao discurso misto é o que data o texto. Mas hoje me deu vontade. Sim, porque é o último. O último dos textos. O derradeiro de uma epopeia desde 2008, um pouco sombria talvez, muito sonhadora e cheia de pathos certamente. Cansei. Cansei dessa fase. Preciso de um pouco de canudos novos em sucos genuínos... de quadros de loucos das praias... de toques de gaita de fole em plena Mata Atlântica... O fato é que não vou mais escrever no Ciberneticismo. Já se tornou um antiblog há tempos. Mas a proposta era essa mais ou menos. O que me incomoda hoje em escrever para cá é o fato do apego. Cada texto publicado aqui e assinado por mim não é mais meu. É de quem quiser usar... sem medo de ser feliz e infeliz. Estão aí... cabeças em bandejas, demônios, fadas de rastros de luzes, beijos e amores, cada coisa importante que vivi de 2008 para cá. Cada uma delas, de algum modo se pendurou entre letras e lentos pensamentos felicianescos. Mas precisa acabar. Entretanto, como num copo d’água mental de um esquizofrênico, sumario e paradoxalmente, a gota transbordadora foi uma palavra: RELAPSO. Num contexto cheio de óleo combustível, ouvi isso se referindo a mim, ou a ao menos um de meus ethos. Cada fone dessa palavra reverberou por um instante em minha mente e me deu uma dor incrível, aquela que meu amigo João Rosa disse certa vez ser uma estranha dor. Eu sou relapso? Sim sou. Sou com um monte de coisas. Sou tão assim que essas coisas gritam para mim de tão afastadas e ao mesmo tempo tão perto. Minha profissão, por exemplo, que é a de professor, faz com que nos tornemos relapsos velados ou declarados. Homens e mulheres, bem mais mulheres, bebem seus cafés, chamam alunos de lixo, fumam seus cigarros e fecham os olhos para tudo. Eu sofro de um mal, sabe: o da heteroxidade educacional, mais precisamente, o pato feio no ninho de galinhas. Sempre fui assim em várias situações. Logo não seria tão diferente com a educação. Para que presto na educação? No fundo somos mais um recebedor de holerite, agora on line. Mas o dia 12 de abril, agora 1h50, é um dia de ser menos relapso. Por isso, vou iniciar pelo fim: fim do Ciberneticismo, coisa que leram alguns, poucos manifestaram esboços de compreensão e ninguém comprou seu ingresso de alimentador dessa coisa toda. Minha intenção aqui não era deixar uma grande obra feito Pe. Marcelo Rossi, financiado pela Globo, com seus Best Sellers. Eu só quis escrever. Só isso. Apenas queria ver o que pensava em parágrafos e discursos. Apenas isso. O apenas agora 1h55 é um pouco prolixo... e demais relapso... demais... Fica um abraço a todos... obrigado.
ulo, 12 de abril de 2013, 1h15. Horário dos mais esquisitos à maioria de quem vive nessa cidade, mas um habitat dos que gostam de escrever. Pois bem, no ambiente adequado, diante de algumas reflexões, tenho um pouco mais de segurança em decidir algumas coisinhas. Segurança? Acho que esse é o comportamento mais solicitado pelos fiadores de meu

Um comentário:

João Rosa disse...

Eu seria capaz de armar todos os meus exércitos para dar o fim dos fins em quem tenha dado fim ao Ciberneticismo! Prefiro ficar sem papa! Vamos sustentá-lo bravamente!

I would be able to arm all of the armies of me to give the end of the ends to whomever has caused the end of Ciberneticismo! I'd rather be without a Pope! Let us sustain it bravely!