segunda-feira, 3 de março de 2014

SÍNDROME DO SONO EDUCACIONAL João Paulo Feliciano Magalhães




Hoje é dia 3 de março de 2014. Uma segunda-feira de carnaval, inútil e embebedante pausa no calendário do Brasil. Estou aqui ao computador e ouvindo o som da TV no canal Globo, mais precisamente no momento em que se transmite o tal Big Brother Brasil, um pouco antes de tambores, peitos e bundas desfilarem na Sapucaí. Em meio a esse contexto, estou aqui refletindo sobre a PREGUIÇA NA EDUCAÇÃO. Sim, preguiça na educação. Algo que vem me chamando a atenção desde que comecei a trabalhar como professor de português no estado de São Paulo. É impressionantemente preguiçosa nossa educação. Vejo alguma agitação durante as atribuições de aulas – a partilha do pão --, mas depois disso, apenas observo o mais absoluto sono. Professores com preguiça de trabalhar; gestores com preguiça de gerir; funcionários com preguiça de despachar... alunos com preguiça de estudar. O mais curioso é que esse povo todo reclama dos insucessos da bagaça da educação, porém, com tanta preguiça... Às vezes, há preguiça até de se fazer uma reunião... preguiça de convidar a comunidade a participar da escola... preguiça de falar a verdade, de ser honesto com o espelho e com a rua... E ainda vem me dizer (reproduzir) clichês ridículos da educação, tais como: competências e habilidades, alunos autônomos, projeto político pedagógico, sequências didáticas, alunos silábicos com e sem valor, provas diagnósticas... Meu desafio para esse ano vai ser fugir dessa preguiça. Briguem os pequenos de espírito pelo poder mais pequeno ainda. Cansei de estar cansado. Olhem-se em seus tantos espelhos.

3 comentários:

João Rosa disse...

Olá, John.

Dê uma olhada no Twitter do Dr. Flávio Gikovate. Ele está falando, nestes dias, justamente sobre a preguiça. Mas eu desconfio que não é bem preguiça o que está rolando não.
Creio que seja falta de motivação nas escolas, somada a ausência de reconhecimento.

João Paulo Feliciano magalhães disse...

Irei verificar esse texto, João. Quanto à preguiça, é só uma provocação, meu caro.

João Rosa disse...

É o desânimo, mesmo. Viramos mortos-vivos.